Devo fazer uma Previdência Privada?

Devo fazer uma Previdência Privada?

Sabemos que o déficit da previdência social sobe a cada ano, mudam as regras no meio do caminho, como imaginar se daqui 20, 30 anos vamos ter nossa aposentadoria? Até lá muita água vai passar de baixo dessa ponte, e tudo mostra atualmente que vamos ter que contribuir mais para ganhar menos.

A previdência privada parece ser linda e maravilhosa principalmente quando é vendido pelo gerente de banco, mas na verdade ainda é um produto meio nebuloso para quem contrata ou vai contratar, é muitos termos técnicos o que torna um pouco complexo. A primeiro momento o que temos que ter em mente é que não deixa de ser uma aplicação financeira, assim como qualquer outra, tem seus prós e contras, portanto saber as regras é fundamental para que não se torne uma frustração no futuro. O brasileiro é imediatista, passou por alguma dificuldade quer retirar o valor acumulado e acaba sendo penalizado porque parte do valor ficará com a instituição e terá imposto de renda para a retirada desse valor, portanto se tem em mente alguma perspectiva a pequeno e médio prazo o uso desse dinheiro, absolutamente não é a melhor opção de investimento.

Primeiro de tudo, a previdência privada se bem planejado, sabendo as regras, é um ótimo produto para adquirir e irá fazer a diferença para você no futuro, é algo a longo prazo, são para pessoas que realmente tem um planejamento financeiro a ser seguido.

No mercado temos várias opções, é sempre bom fazer uma comparação entre duas ou três antes de contratar, e a melhor forma de fazer isso é você ler as condições gerais do produto que geralmente são disponibilizados nos sites dos bancos e seguradoras. Outro ponto a ser sempre levado em consideração são as taxas aplicadas por elas:

Taxa de administração: geralmente é cobrada e descontada sobre a contribuição mensal, sempre busque taxa 0% assim você terá o seu valor aplicado integral.

Taxa de carregamento: Sem dúvida a mais importante. Até 2,5% a.a. é considerado adequado, incide sobre o saldo acumulado, claro sempre busque a menor possível, porém o que vemos no mercado quanto maior a contribuição mensal ou aportes, menor é a taxa.

Geralmente no momento da contratação aparece uma simulação, com rentabilidade de 8, 9, 10% a.a. logo ao lado do saldo acumulado, realmente é fascinante ver aquele montante de dinheiro que “você vai ter”, mas lembre-se é apenas uma projeção, veja a rentabilidade do plano nos últimos 60 meses e você terá uma ideia real.

Na hora da contratação temos que escolher a modalidade do plano: PGBL (Ideal para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda) ou VGBL (Ideal para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda). Busque instituição sólida para seus recursos, afinal é o seu futuro, e por fim não sendo o menos importante, procure alguém que tenha conhecimento para auxiliar nesse processo de compra.

Autor: Guilherme Barros – Consultor de Seguros e Benefícios

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